Cozinha da Matilde

Mesa farta, casa em festa!

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E você, tem sede de quê?

June 15th, 2010 · Casa em Festa

Concurso para a criação de um logo nacional

O projeto Arte e cultura no enfrentamento da violência contra as mulheres prevê a realização de um concurso nacional, convocando artistas plásticos e designers residentes no Brasil para criar um símbolo (logotipo) pelo fim da violência contra as mulheres. Esse logotipo será parte importante da identidade visual de todas as ações realizadas no âmbito desse projeto.

Para incentivar a participação de artistas talentosos/as e interessados/as, haverá  premiação para os/as vencedores/as, que receberão um prêmio em dinheiro no valor de R$ 3.000,00 em cerimônia a ser realizada na cidade de São Paulo em data a ser oportunamente divulgada.

Para a escolha do símbolo vencedor, será criada uma comissão julgadora composta por 5 pessoas, com a seguinte configuração: uma integrante de Católicas pelo Direito de Decidir, 2 especialistas em comunicação visual , uma representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres e uma integrante de entidade que trabalha pelo fim da violência contra as mulheres.

Serão produzidos materiais gráficos com o logo vencedor (adesivos e cartazes), além de um banner eletrônico para ser reproduzido em sites da internet engajados ou interessados no fim da violência contra mulheres.

O logotipo vencedor será amplamente divulgado por todo o país, assim como o nome do/a artista que o criou.

Edital do concurso.

Sobre o projeto Sede de Quê

O SedeDeQuê? faz parte do projeto  Arte e cultura no enfrentamento da violência contra as mulheres, realizado por Católicas pelo Direito de Decidir , com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

O projeto tem por objetivo  incentivar o uso da arte para  eliminar toda forma de violência contra as mulheres.

A idéia é:

1) convocar artistas para produzirem um logo sobre o tema que possa ser usado em atividades e campanhas por todo o país;

2) alimentar o SedeDeQuê? com as novidades e atividades do projeto, seus concursos e intervenções, assim como postar temas interessantes relacionados a arte, enfrentamento da violência e afins;

3) produzir vídeos e graffitis que levem a mensagem de um mundo possível em que as mulheres estejam livres de toda forma de violência e opressão;

4) promover um show, no final do ano, pra reunir a galera pra se divertir, confraternizar e divulgar pra mais gente  a campanha pelo fim da violência contra as mulheres.

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Quem não tem namorado, caça com…

June 9th, 2010 · No fogão, Penso, logo como!

Assim como embarcamos (mesmo que involuntariamente) no espírito natalino no final do ano, é batata: mesmo nos solteiros mais convictos bate uma certa melancolia quando se aproxima o dia dos namorados.

E não é prá menos. À medida em que a data se aproxima, para qualquer lado que a gente olha tem alguém nos lembrando que o amor está (ou pelo menos deveria estar) no ar! Uma verdadeira conspiração que se agrava com o friozinho do inverno, que insiste em nos alertar a falta que faz um cobertor de orelha!

É bem verdade que no domingo todo este banzo será passado e um novo e promissor ano (e dá-lhe Santo Antonio de cabeça prá baixo, afogado, vilipendiado…) se iniciará para os solteiros de plantão. Mas antes da redenção do domingo ainda há o dia D para enfrentar, um longo e frio sábado com restaurantes lotados e pombinhos arrulhando a cada esquina… O que fazer?

Bem, vc pode se esconder em casa, alugar uma pilha de filmes nada românticos e assistí-los na companhia de kilos de chocolate, ou  se jogar em uma das muitas baladas prá solteiros que sempre rolam no dia 12. Pode também convocar outras pessoas na mesma situação para uma manifestação pública de repúdio ao mito do amor romântico…

Mas a minha dica, como não poderia deixar de ser, passa pela cozinha. Afinal de contas, quem cozinha seus males espanta! Convoque os amigos solteiros para uma comida coletiva e quentinha. Mesa farta e casa em festa na veia!

E quando eu penso em comida coletiva, além do clássico fondue,  sempre me lembro de ativar a minha Gengis Khan. Explico: Gengis Khan é uma espécie de churrasqueira coreana, onde cada conviva faz sua própria comida e a refeição se transforma em um verdadeiro ritual com os amigos cozinhando e proseando em volta do fogo.

Foi o que fizemos em nosso ultimo final de semana na praia, um casal de amigos foi nos visitar, tava friozinho, chuvoso, armamos a gengis na varanda, e entramos madrugada afora nos deliciando com vegetais e camarões grelhados e depois imersos em molhinhos caprichados.

A foto não está das melhores já que Santa Gabi Butcher não estava na área, mas dá prá entender o conceito. Ficou com vontade? Vamos ao modus operandi:

Churrasco na Gengis khan

Primeiro o mais difícil: vc tem que adquirir a sua gengis khan, eu comprei a minha e outras duas que dei de presente a amigos na Rua Paula Souza. Nem sempre eles conhecem por este nome, mas se vc der uma boa olhada na sessão de panelas de ferro com certeza vai encontrar uma. Não constumam custar muito caro não, a ultima que comprei, com 3 chapas (uma reta vazada, uma reta lisa e a que está na foto) custou R$ 180,00.

Você pode usar iscas de carne ou frutos do mar como proteína, e pode também fazer a versão vegetariana se for o caso. Eu usei camarões fresquinhos já que estava na praia.

Os legumes também são ao gosto do freguês. Costumo usar berinjela, abobrinha, tomatinhos cereja, cebola, ervilha torta, quiabo, jiló, brócolis, pimenta cambuci… o que encontro de bonito no sacolão. Outra coisa que não pode faltar são cogumelos, em especial shitake e shimeji que ficam incríveis.

A berinjela, abobrinha e jiló vc corta em lâminas de mais ou menos 0,5 cm. A cebola em rodelas, o brócoli e o shimeji vc separa em pequenos buquês, o shitake, a ervilha torta e os tomatinhos devem ser usados inteiros. O quiabo deve ser partido ao meio no sentido do comprimento, o mesmo com a pimenta cambuci.

Na parte de baixo da gengis (que nada mais é que uma panela) forme um braseiro com carvão. Sobre ele coloque a chapa.

Unte a chapa com portentosos nacos de bacon e no caso de vegetarianos, substitua o bacon por manteiga ou azeite de oliva.

Os molhinhos

Costumo fazer 3 molhinhos que adoro:

1- Shoyo com limão – 1/2 xícara (chá) de shoyo, suco de um limão, duas dedos de moça fatiadas e uma colher de gengibre fatiadinho.

2- Prik Nam Plaa – 3 colheres de nampla*, duas malaguetas picadinhas, suco de uma limão, 2 colheres de açucar de palma*

3 – Maracujá – polpa de um maracujá (com sementes), 2 colheres de azeite, suco de meio limão, cebolinha verde em Lâminas, sal e pimenta do reino à gosto.

* encontrados em empórios orientais

Como faz?

Eu gosto de posicionar a gengis khan no chão e espalhar esteiras para que as pessoas se sentem em volta. Os ingredientes vão em potinhos ou pequenas travessas, assim como os molhinhos, o bacon e a carne escolhida.

Braseiro formado, chapa posicionada, comece com um generoso naco de bacon que deverá ser colocado no topo da chapa (como na foto) e lentamente soltará sua gordura deixando-a devidamente untanda, prontinha para receber os demais ingredientes.

Cada convidado deverá estar munido de um hashi e daí prá frente é só alegria, cada um escolhe o que quer comer, coloca na chapa até o ponto de sua preferência, passa pelo molhinho escolhido e assim até o último ingrediente ou ultimo conviva… e o bom é que a brincadeira dura horas, rende bons papos e muita alegria… quando vc se der conta já é domingo e dia dos namorados de novo só no ano que vem!

PS- E prá você que tem namorado, preparei para o UOL um Menu Sem Stress para impressionar a cara metade sem ficar horas na cozinha pilotanto do fogão. Este com fotos primorosas da Gabi!

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A Loura e a Diaba – Harmonização de costelinha thai e Steenbrugge Blond

May 14th, 2010 · Delivery, No fogão, Penso, logo como!

Eu e a Gabi Butcher combinamos de fotografar o prato que fiz para a harmonização de comida e cerveja da BierBoxx. O que não poderíamos imaginar era que a sessão de fotos viraria um delicioso encontro de amigos em volta da mesa!

O Celso da BierBoxx e  a Biti Averbach compareceram para palpitar e fazer um delivery chicoso! Drew foi convidado como especialista em pimenta, Bruno pela carioquice e experiência de copo e Rebequita para alegrar a trupe! Surpresa de ultima hora foi a visita da realeza: Dê Barros veio se aconchegar na Matilde e pegou a casa literalmente em festa.

E só poderia terminar em festa uma história que já começou bacana! Quando recebi o convite, adorei a idéia da BierBoxx sob a curadoria da Ana Franco de harmonizar comida e cerveja. Logo passei a matutar o que iria sair das panelas… de cara pensei em contrastes, frescor, pimenta e aromáticos… que sempre levam ao oriente e à pergunta: como se sairia um prato oriental multiaromático com cerveja? E que cerveja?

Uma coisa leva a outra e cerva chama mesa de bar… logo o prato deveria também ter a bossa e a versatilidade da comida de boteco… daí que descambei sem pudor nem piedade para o sabor e untuosidade de suculentas costelinhas de porco na ripa, para comer com as mãos e lamber os dedos! E o toque thai foi dado pelo curry verde em que as bichinhas foram marinadas.

Casal que divide o pão harmoniza a cerva!

Quando eu e o Má conversamos sobre a harmonização, optamos por seguir mesmo na linha dos contrates. Nosso plano gustativo levaria as pessoas primeiro à doçura da carne caramelizada, seguida pela pimenta potencializada pelo toque cítrico e de gengibre do curry. A deixa para cerveja, que comparece neste exato momento com o frescor na medida para conter o incêndio. O que queríamos mesmo saber ao final era o gosto que restaria na boca.

A escolha do Má não poderia ser mais perfeita: uma Steenbrugge Blond. Como o próprio nome diz, loura, deliciosa para o calor e encorpada com uma mistura sutil de herbal Bruges (gruit).

Como o curry foi feito bem à moda da casa thai (leia-se: sem nenhuma moderação na pimenta), foi divertido observar a diaba da capsaicina em ação, dando o alerta de incêndio ao cérebro, que se desmanchou todo em endorfina e se esbaldou no sabor leve e refrescante da loura.

A sensação foi de banho de mar no céu da boca e no finalzinho perfume leve de coco do açúcar de palma e um divertido e refrescante gengibre no topo da língua!

Ficou com vontade?

Costelinhas de porco no curry verde thailandês

Ingredientes

3 k de costelinhas, 3 xicaras de ervilhas tortas, 3 c. sopa de julienne de gengibre, 3 c. sobremesa nam pla*, 4 c. sopa de açucar de palma*.

Curry verde – 10 dedos de moça, 2 malaguetas verdes, 2 c. sopa talos de cebolinha verde, 2 dentes de alho, 1 c. sopa de gengibre em cubos, 2 folhas de lima kafir *, 2 c. sopa de talos de coentro, 1 c. sopa talos de capim limão, 1 c. sopa de manjericão, 1 c. chá de pasta de camarão*, 3 c. sopa de limão, raspas de 1 limão, 1 c. chá de sementes de coentro e 1 c. chá pimenta branca em grão -  Socar tudo no almofarriz até virar uma pasta homogênea. Marinar as costelinhas nesta pasta por pelo menos 2 horas.

Guarnição – folhas de majericão, hortelã, coentro, cebolinha verde e lâminas de pimenta dedo de moça – manter em água gelada até o momento de servir.

* Ingredientes thailandeses, encontrados em empórios orientais, em especial no Bairro da Liberdade, em São Paulo.

Faz assim, ó:

Dissolver o açucar de palma no nam pla.

Retire as costelinhas da marinada, remova o excesso. Reserve o remanescente.

Em uma panela de fundo grosso (de preferência de ferro esmaltada), previamente aquecida, doure as costelinhas em um fio de óleo de canola, 2 colheres de óleo de gergelim e uma colher da juliene de gengibre. Quando começarem a “pegar” no fundo da panela, formando uma rapa cor de caramelo, regue com duas colheres do nam pla com açucar de palma, espere reduzir e junte 1 copo americano de água.

Com a ajuda de uma pinça, aproveite a água e “limpe” o fundo da panela com os pedaços de costela, virando cada um. Espere que novamente “peguem” no fundo, regue com 1 colher do curry, o restante do nam pla com açúcar, mais um copo americano de água e assim sucessivamente, lenta e pacientemente. Sempre espere reduzir o liquido acrescentado para aproveitar a cor e o sabor da caramelização.

Quando as costelinhas estiverem macias, regue com uma última colher de curry, espere reduzir e então junte o restante da juliene de gengibre, as ervilhas tortas e salteie por 3 minutos. Finalize com uma porção generosa das ervas da guarnição.

Sirva com arroz thai jasmim, salada de manga com ervas aromáticas e molho Prik Nam Plaa (de peixe com malaguetas).

PS- Ficaram muito gostosas as costelinhas, mas as fotos da Gabi deixam tudo muito mais saboroso e com vontade de quero mais! :)

E ai, gostou?

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com curadoria da chef Ana Franco (Cozinha de Ideias). Onde diversos blogs e sites oferecem dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia e culinária toda semana. Acompanhe!

Quer outras sugestões?

  1. Harmonização de Colorado Indica e Ceviche Fusion.
    Por Ana Franco. No Blogbier.
  2. Harmonização de Guinness Draught e Costelinha Suína.
    Por Biso. No Botecagem.
  3. Brigadeiro e Cerveja Colorado Demoiselle.
    Por Ana Franco. No Gourmet Update.
  4. Dicas básicas de Harmonização da Abradeg.
    Por Equipe Agradeg. No Blogbier.
  5. A experiência e a memória gastronômica.
    Por Celso Bessa. No Post Its.
  6. Harmonização Fuller’s Honey Dew com Tartar Refrescante.
    Por Leandro Gonçalves. No Cozinha Pequena.
  7. Harmonização de Baden Baden 1999 e Azeitonas em Crosta de Parmesão.
    Por Ana Franco. No Cozinha de Ideias.
  8. Harmonização de Baden Baden Golden Ale com Canapés de Queijo de Cabra e Geléia de Cereja + harmonização com Spaghetti com Frutos do Mar.
    Por Maria Capai, no blog Diga, Maria!
  9. A Loura e a Diaba – Harmonização Costelinha Thai e Steenbrugge Blond.
    Por Letícia Massula, na Cozinha da Matilde.
  10. Tagliatelle ao Camarão & alho negro com Petra Aurum. Por Vitor Hugo, no Prato Fundo.

Tagliatelle ao Camarão & Alho Negro

Próximos Convidados

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Praianas – crônicas de um fogão pequeno

May 11th, 2010 · No fogão, Penso, logo como!

Depois de nossas duas ultimas viagens a Paraty concluímos que, após 10 anos de idas e vindas, a cidade que elegemos como nosso porto alegre não nos queria mais. Ficamos sem chão, sem praia e sem o nosso entardecer favorito no Morro do Forte… mas como portas fechadas via de regra carregam consigo janelas abertas, acabamos desembocando no Sahy pelas mãos de dois amigos queridos. A afinidade foi tanta, que desde o mês passado somos os felizes inquilinos de uma simpática casinha no morro, escondida no meio de um jardim lindo, há alguns metros do mar…

Quando assumimos a casa, minha primeira idéia (como não poderia deixar de ser) foi equipar a pequena cozinha, afinal de contas, eu não iria ficar ali cozinhando naquele fogãozinho 4 bocas em panelinhas mínimas…

Enquanto os equipamentos novos não chegam, comecei a me virar com o fogãozinho e as panelinhas disponíveis… e por incrível que pareça, me encantei! Isso mesmo, depois de 9 anos cozinhando no meu Couraçado Dako velho de guerra e em panelas enormes, amei voltar a uma cozinha normal, com um fogão normal e panelas normais!

Baixou a nostalgia e me diverti às pampas cozinhando como eu cozinhava antes, na cozinha apertadinha, com outro timing, uma taça de vinho, um dedo de prosa e muitos beijinhos entre um preparo e outro. E no fim das contas, fico aqui me perguntando: como pude ficar longe disso tudo?

A empolgação foi tanta que resolvi abrir um espacinho aqui para contar as aventuras e receitas praianas. E como este finde foi produtivo (dias nublados = muita comida), segue uma primeira leva de receitinhas executadas em uma cozinha bucólica e cheia de bossa…

Bolo de chocolate recheado com doce de nozes

O segredo deste bolo é a qualidade do chocolate! Não é frescura não, faz toda a diferença usar um cacau 100% e de boa qualidade para a massa… e para a cobertura também, usei chocolate 70,4% da Callebaut – e não precisa ficar achando que custa uma fortuna porque não custa não -  um saco com 2,5k sai por R$ 80,00, ou seja, R$ 32,00 o quilo (1k de meio amargo da Garoto sai por R$ 29,80), e para uso domestico 2,5k dura uma eternidade…

Fiz um pão-de-ló de chocolate e depois de pronto fatiei a massa em 3 discos, cada um deles eu recheei com o doce de nozes: 1 lata de leite condensado, 100 g de nozes moídas, 1 colher de manteiga sem sal, 2 gemas e 1 colher de conhaque.

Para a cobertura uma ganache, que faço na proporção 1 para 1, ou seja, 200 g de creme de leite fresco para 200 g de chocolate – basta ferver o creme de leite e jogá-lo sobre o chocolate já picado, mexendo até ficar homogêneo.

Fusili com berinjela e calabresa

Se vc sabe onde comprar bons ingredientes, considere meio caminho andado para um bom prato! Este aí me custou pouco esforço!

No caminho para a praia passamos pela Padaria Italianinha, na Rua 13 de maio e compramos um pacote de fusili fresco e um pote da berinjela assada (que comemos com pão no primeiro dia) que juntou-se a uma lingüiça calabresa apimentada curada e virou prato principal.

Comece com 2 dentes de alho em cubos mínimos salteados no azeite, junte uma porção generosa de lâminas de calabresa curada… mais uma salteadinha, junte 2 tomates sem pele e sem semente cortados em cubos mínimos (concassé). Mais 3 minutinhos e junte a beringela. Ajuste o sal, finalize com folhas de salsinha e sirva com o fusili ao dente!

Por fim… Refogadinho de camarão com 4 pimentas

Comprei o camarão fresquinho na peixaria do Sahy, pedi para limparem à moda paulista (mantendo a casca mas retirando as vísceras e cabeça). Salteie no azeite dois dentes de alho e laminas finas das pimentas dedo-de-moça, habanero, jalapeño e bode. Junte dois tomates concassé e por fim os camarões (por apenas 4 minutinhos), finalize com salsinha e cebolinha e sirva com arroz branco fresquinho e saladinha de verdes…

Esta última eu vou ficar devendo foto, confesso que nesta altura do campeonato comecei a achar muito freak fotografar cada prato que comíamos!

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Tomates MacGyver

May 3rd, 2010 · No fogão

A receita de hoje é uma homenagem à querida Debora Bortoleti e seu iglú mágico!

Para quem ainda não conhece, além de muitos outros talentos, a Dé é a MacGyver da cozinha! Vira e mexe ela ataca seu iglú e, munida de um canivete suíço e raspas e restos, saca pratos incríveis. Me divirto muito por aqui quando ela está na vibe MacGyver.

E semana passada São MacGyver baixou por aqui. O iglú estava bem desfalcado e o Má louco para fazer uma comidinha à quatro mãos… confesso que eu estava com uma preguiça louca e descartei qualquer excursão ao supermercado, fui logo dizendo: ou nos viramos com o que tem na geladeira ou pedimos pizza!

E o que tínhamos era uma porção de recheio para pimentão congelado (remanescente de duas semanas atrás) e uma rama com seis tomates holandeses. Também estava dando sopa um pão italiano durinho de uns dois dias… E tudo isso virou um tomate em rama recheado… ficou muito fofo o resultado final, em especial no refratário vermelho de bolinhas, presente da querida Márcia Regina!

Tomates em rama recheados

Ingredientes

1 rama de tomates holandeses

150 g de carne moída (usamos maminha moída)

50 g de arroz branco

1 cebola média cortada em cubos mínimos

2 colheres (de sopa) cheias de salsinha picadinha

1 colher (de sopa) de pimenta dedo-de-moça fatiadinha – e uma malaguetinha se for do seu gosto!

1 xícara de farinha de pão italiano

1 colher (de sopa) cheia de parmesão ralado grosso

azeite, sal e pimenta do reino

Faz assim, ó:

Recheio

Como eu disse, esta é uma receita MacGyver, fizemos com o que tínhamos à mão. Adaptamos.

Misture a carne, o arroz, metade da cebola, salsinha, dedo-de-moça, sal e pimenta à gosto – partimos deste recheio para pimentão que é usado crú – no caso de pimentões, encho os pimentões e coloco para cozinhar em um molho de tomates. O recheio incha e fica no ponto perfeito de cozimento.

Como aqui o que tínhamos eram tomates e não pimentões, se colocássemos os tomates para cozinhar em um molho recheados pelos mesmo recheio crú, os tomates se desmanchariam, não iriam suportar de maneira nenhuma o tempo de cocção necessário para o recheio. Posto isso, fizemos o seguinte: salteamos o restante da cebola e ali refogamos o recheio, até a carne ficar dourada. Adicionamos água e deixamos cozinhar. Quando secou o líquido e o arroz estava ao dente, desligamos.

Crosta

Para a farinha de pão esquente o forno, coloque fatias de pão italiano por alguns minutos e então desligue o forno. O importante é que o pão fique durinho em ponto de ralar. Misture o pão ralado com o parmesão. Reserve.

Tomates

Qual o sentido de comprar tomates em rama e serví-los fora da rama? Nenhum, né? Pois então, com muita delicadeza e ajuda de uma faquinha de frutas bem afiada, abra cada um dos tomates e retire toda a polpa do interior mantendo-os presos às ramas. Tempere o interior dos copinhos com sal e azeite. Encha os tomates com o recheio e sobre ele forme uma pequena crosta de farinha de pão.

Regue a pele dos tomates com azeite e leve-os ao forno quente por aproximadamente 10 minutos (ou até que as peles dos tomates comecem a rachar). Sirva imediatamente.

Se não fosse uma operação raspas e restos eu rechearia os tomates com bacalhau em lascas ou com refogadinho de siri, ficam incríveis!

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Nas alturas

April 27th, 2010 · Penso, logo como!

By Brastemp DinnerintheskyA ultima quinta feira foi o dia de superar medos e limites!

Meus queridos amig@s Débora e Leandro, do Cozinha Pequena, participaram de um concurso de menus para o Dinner in the Sky da Brastemp, levaram o primeiro prêmio e com ele o direito a uma nova subida com 22 amig@s que teriam o privilégio de experimentar em primeira mão o menu campeão! E eu fui premiada por estar entre o seleto grupo dos 22.

Depois de toda esta deferência, como eu iria explicar aos dois que agradecia o convite, mas não iria porque tenho paúra de altura? De mais a mais, que medo pode ser maior que compartilhar alegrias com amigos? Afinal de contas, sou uma mulher ou um prato de papa?

Isso posto, lá fui eu munida de fiapos de coragem, acreditando que ficaria extasiada com a vista e confortada pela comida e companhia… Mas, a medida que subia, meu medo atingia índices alarmantes… e eu durona (pero no mucho), firme no propósito de não amarelar! Queria mesmo enfrentar este medo que me acompanha há tanto tempo… me sentir livre e capaz de fazer coisas que nem em pensamento imaginei fazer.

E porque estou contando tudo isto? Alem do fato de ter vivido a experiência em volta de uma mesa farta, a aventura toda me fez refletir sobre um tema que há tempos quero falar: restrição alimentar!

Para quem, como eu, vive pensando em comida, nada é mais triste que alguém com restrição alimentar. Vira e mexe me pego pensando: como assim, passar a vida privado da delicadeza de um fruto do mar? Do frescor de uma folha verde? De toda a história e cultura quem vêm junto com um portentoso prato de sarapatéu…

Não estou falando sobre pessoas que, por questões ideológicas, não comem determinado alimento, tampouco das que provaram alguma coisa e não gostaram. Estou falando das que nunca experimentaram e dizem de cara que não gostam, que não comem!

O assunto tem tudo a ver com superação. Nossos pré-conceitos de qualquer natureza, entre eles os alimentares, estão ali, juntinho com nossos medos. Todos eles criados em algum momento de nosso processo de interação com o mundo. Não nasceram com a gente, mas com o passar do tempo ficam tão arraigados que  não acreditamos mais em viver sem eles. E assim vamos nos tolhendo e privando de sensações dia após dia…

E no fim das contas, basta a vida da gente para nos impor limites, não é? Pensa aí em tudo que você gostaria de fazer e que até hoje não teve oportunidade, tempo ou grana… essas são fáceis, não é? Pensa agora nas oportunidades de romper limites e pré-conceitos que você deixar passar batido todos os dias…

Para não me alongar (ainda mais) vou me restringir ao tema do blog: o pão nosso de cada dia! Talvez você ainda não tenha tido a oportunidade de participar de um jantar nas alturas, como eu tive, nem de experimentar trufas negras… mas deixa passar todos os dias a oportunidade de experimentar uma série de alimentos, modos de preparo e tipos de cozinhas incríveis por pura acomodação aos sabores que você, há muito tempo, decidiu que gostava!

Diz aí, por onde anda seu espírito aventureiro, sua curiosidade? Quantas vezes ao longo da vida você repetiu o mantra: Não gosto de jiló,  nem de quiabo! –  sem nunca ter experimentado nenhum dos dois?

Para quem mora em Sampa: já foi a feira dos bolivianos que acontece aos domingos no Pari? Já experimentou o churrasco coreano servido em inúmeras casas no Bom Retiro? Já deu uma volta pelo quarteirão de casas do norte em frente ao Largo da Concórdia, no Brás? Já se entregou aos prazeres da comida do sertão pernambucano pelas mãos do Rodrigo, no Mocotó? Isso sem falar nas portinhas da Liberdade e nos empórios libaneses na 25 de Marco… apenas uns poucos exemplos e você deu a volta ao mundo de metrô!

A conversa dá pano prá manga, mas o que eu quero mesmo com este post é te convidar a viver mais intensamente a vida, a experimente mais! Você não precisa escalar o Himalaia ou se pendurar a uma mesa há 45m do chão, mas pode muito bem começar com um simples e saboroso jiló!

PS- Companheiros de subida, valeu pela acolhida e generosidade para com esta amarela que vos escreve! E viva a Litlle Kitchen!

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Braseado de maminha com batatas e cenouras

April 19th, 2010 · No fogão

Antes de mais nada, você deve estar se perguntando, que raio é esse tal de braseado, não é? Te respondo que você sabe exatamente o que é, já comeu váaaarios braseados ao longo da vida, mas não sabia até agora que o nome técnico era esse.

Vamos lá ver o que os livros técnicos (sacando o 400g… rsrsrs) dizem sobre o assunto: Braseado é uma técnica de cocção que consiste em dourar previamente o alimento em gordura quente e em seguida cozinhá-lo com pouco liquido em panela tampada. Utilizamos esta técnica para porções grandes ou peças inteiras e servimos o alimento ao final com o molho rico que se forma na panela… continuou na dúvida?

Agora você vai entender direitinho, lembra-se daquela carne de panela incrível e suculenta que sua mãe fazia e que usava uma peça inteira de carne ou cubos grandes? Então, essa carne de panela nada mais é que um braseado!

Minha avó explicava essa técnica ao seu modo. Ela dizia que era cozinhar pingando água, e deixando a carne cair na sua própria gordura. Que só assim a gente conseguia a cor perfeita para a carne que fica morena, cheirosa e gostosa…

Feitas essas breves considerações passemos a receita do braseado bacanudo, que eu e o meu lindo fizemos juntinhos a quatro mãos.

Usamos uma peça de maminha. Adoramos este corte que tem gordura na medida e muito sabor e que é o suficiente para umas 4 pessoas:

Ingredientes

1 peça de maminha

2 cebolas médias cortadas em cubos mínimos

1 talo de salsão picadinho ou um talo de alho poró em rodelas finas

2 cenouras cortadas em rodelas largas

3 ou 4 batatas cortadas em cubos grandes

1 xícara de vinho tinto – use o mesmo vinho que você vai beber depois, esta história de cozinhar com chapinha é o ó! Sempre que for usar vinho na cozinha use um de boa qualidade, não precisa ser caríssimo, mas tem que ser bebível, ok?

1 bouquet garni (uma folha externa de alho poró “recheada”de talos de salsinha, raminhos de tomilho, folha de louro e depois amarrada com barbante )

Cheiro verde para polvilhar

Sal e pimenta do reino a gosto

Prá quem gosta, pimenta vermelha a gosto

Modo de fazer

Tempere a carne com sal e pimenta do reino. Em uma panela de fundo grosso bem quente, doure-a  em pouca gordura (óleo ou azeite). Você deve selar todos os lados da carne, assim garante que os sucos saborosos fiquem ali, guardadinhos, conferindo umidade e um sabor incrível.

Quando a carne estiver com todos os lados dourados, retire-a da panela e então junte a cebola e o salsão (e a pimenta vermelha) pra que liberem sabor. Não se esqueça de polvilhar a mistura com sal, que tem justamente a função de potencializar sabores. Deixe que o salsão e a cebola suem, ficando transparentes. Volte então com a carne para a panela.

Aí chega a vez do vinho (na panela, viu?). Com a ajuda de uma espátula faça com que o vinho limpe todo o fundo da panela, recolhendo toda a rapinha da carne, da cebola e do salsão.

O vinho vai evaporar e então você vai juntar água. Mas olha só, não é para cobrir a carne não. Bastam uns 3 copos americanos e tampe a panela! Atenção: fique de olho, não vá sair da cozinha pra twitar que a carne queima, viu!

Abra a panela e veja se o líquido já secou. Nesta altura do campeonato você terá um liquido grosso marrom com bastante gordura. Essa fase minha avó chamava de cair na própria gordura. Vire a carne e ”pingue” água novamente (ou seja, junte mais 3 copos de água), tampe novamente a panela e assim sucessivamente até que a carne esteja macia e cozida por inteiro.

Quando estiver pronta, você junta água o suficiente para cobrir metade da carne, junta o bouquet garni e ali cozinha os legumes. Primeiro a cenoura que demora mais para cozinhar e em seguida a batata.

Quando os legumes estiverem macios, ajuste o sal, polvilhe com a salsinha e sirva com arroz branco soltinho e uma saladinhas simples!

Para beber

Sirva com um vinho tinto seco e encorpado… um cabernet sauvignon ou merlot são perfeitos.

Na vitrola

O novo cd do Otto (Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos) que nós dois estamos viciados, balada perfeita para cozinhar e comer à dois!

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Em casa de ferreiro…

April 15th, 2010 · Canastrinha da matilde

Este post deveria ter brotado dos meus dedinhos estropiados pelas facas há muiiiito tempo, mas ele só saiu agora para confirmar mais uma vez que os ditos populares são, de fato, cheios de sabedoria.

Estou falando do livro 400g (Companhia Editora Nacional), escrito pelos meus queridos mestres Betty Kövesi, Carlos Siffert, Carole Crema e Gabriela Martinoli, lançado em setembro de 2007,  e que só na semana passada comprei. Logo este livro, que abarca todo o conteúdo (e muito mais) do curso Objetivo Chef da Escola de Cozinha Wilma Kövesi, que fiz em 2006. Não me perguntem porque só agora eu o comprei, não tenho outra resposta além de leseira e espeto de pau!

O fato é, independente do meu genuíno afeto pelos mestres/autores, o livro é incrível em todos os aspectos: projeto gráfico impecável, ilustrações belíssimas excelente didática e, como tudo que o quarteto coloca as mãos, recheado com toda a informação técnica que nós, amantes da boa mesa precisamos saber.

E a coisa não fica só aí. Fique você sabendo, car@ leitor@, que é o primeiro livro de técnica de cozinha do Brasil. Isso mesmo! Até então, quem queria ir além das receitas e buscava aprimorar sua aptidão técnica na cozinha tinha que se socorrer de livros importados, que também são muito bons, mas desprovidos da bossa e dos sabores que caracterizam a nossa comida natal. E fala sério, um “bocadim” de orgulho brazuca não faz mal a ninguém, não é?

E mesmo para aqueles que curtem mesmo é uma boa receita, testada, sem pegadinhas, o livro é um achado. São mais de 300 deliciosas receitas e eu dou aqui o testemunho: durante o curso tive o prazer de aprender e executar quase todas elas, e nenhuma deu errado. Palavra de cozinheira!

Se você não está acreditando na minha isenção para falar de um produto elaborado por pessoas que me são tão queridas, faça a prova dos nove: corra até a livraria mais próxima e folheie o 400g. Se não ficar encantad@ por ele, devolva para a prateleira e morreu o assunto. Eu, desde quinta passada quando o comprei, não consigo parar de ler. Já estou chegando aos últimos capítulos e olha que ele é um catatau de 568 páginas!

E já que resolvi escancarar aqui meu respeito e admiração pelo trabalho dos quatro, aproveito para também indicar o Curso Objetivo Chef (que a querida Débora Bortoletti está fazendo – e amando – neste ano) e todos os outros cursos da Escola Wilma Kövesi. Fique sempre de olho no que rola por lá (na última terça rolou aula da Neide Rigo), a dica é quente e não é atoa que está aqui, na Canastrinha da Matilde!

Só posso terminar agradecendo à Betty, Carlos, Carole e Gabi pela generosidade em compartilhar com tod@s nós seu conhecimento e amor à comida!

Em tempo, como bem me ensinou La Reina Denize Barros: Este post, INFELIZMENTE, não é patrocinado! :)

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Cozinhar sem stress

March 19th, 2010 · Casa em Festa

Está aberta a temporada de aulas na Cozinha da Matilde!

A partir da primeira quinzena de abril, abriremos turmas para o curso Comida sem Stress.

Foto: Gabi ButcherComida sem stress

Pacote de três aulas com o objetivo de ensinar algumas receitas básicas e fáceis de fazer, mas com um toque especial, para quem quer se virar na cozinha e ficar bem na fita (principalmente com amig@s), sem ter que ficar horas e horas pilotando o fogão. Todas as receitas ensinadas demoram, em média, 20 minutos para execução. São comidinhas gostosas e saudáveis para serem saboreadas depois de um dia cansativo entre casa, trânsito e trabalho.

O pacote inclui aulas sobre os utensílios e ingredientes básicos que todo mundo deveria ter em casa para cozinhar sua própria comida no dia a dia. Na ultima aula será abordada a elaboração de menus a partir das receitas ensinadas e ainda dicas para preparar um jantar a dois bem bacana!

Turmas entre 6 (mínimo)  e 8 pessoas (máximo).

Programa:

04/05 (terça-feira), 19h30 - Aula 1 – Utensílios e receitas

- Ovos com tomates.

- Ovos com chancliche.

- Espaguete alho e óleo (2 variações).

- Capellini ao limone.

- Molho pesto.

- Molho de tomates com mussarela de búfala.

11/05 (terça-feira), 19h30 – Aula 2 – ingredientes e receitas

Salada de verdes com carpaccio.

Salada de batatas com mostarda.

Salada de couscous marroquino.

Salada grega.

Sopa de ervilhas.

Wok de legumes com carne ou frango.

Maçãs assadas.

Torradas doces.

18/05 (terça-feira), 19h30- Aula 3 – Combinação de menus e receitas

Bruschetas (3 variações).

Panzanella

Abobrinha com tomates e alho.

Papillote de peixe.

Terrine de figos.

Creme de manga com nozes.

Foto: Gabi Butcher

*** Valores e Reservas pelo email: cozinhadamatilde@gmail.com

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Solidariedade ao povo chileno!

March 18th, 2010 · Penso, logo como!

Crianças Mapuches em Pucón - foto: arquivo pessoalTodo mundo que chega por aqui e se encanta pela Matilde logo me pergunta onde me inspirei para que a casa ficasse tão bacana. Eu sempre respondo que o poeta Pablo Neruda, sua companheira Matilde Urrutia e o Chile foram minhas inspirações. Tanto que a sala da casa é pintada com as mesmas cores da bandeira chilena – uma homenagem mais que explícita a este país e povo que tanto me encantam.

Além de ser um país lindo, que consegue em uma “tripinha” de terra juntar vulcão, lagos, praias e um deserto maravilhoso, abriga um povo especial, de largas bochechas rosadas e tão doce como as guloseimas que consomem aos montes! Para uma cozinheira como eu, o Chile é um capítulo à parte, frutas e legumes incríveis, além dos pescados, frutos do mar e os vinhos, ah, os vinhos chilenos…

Dá prá imaginar como fiquei triste com o terremoto que abalou o país, ceifando vidas e destruindo cidades… Pois, hoje a querida Gabi Bianco me mandou esta mensagem de apoio às vítimas do terremoto no Chile, resolvi desencalacrar este post aqui que já passou de hora de ser publicado, para passar o chapéu e pedir ajuda para este país e povo tão lindos! Não ser indiferente faz toda a diferença, né?

Desejo do fundo do coração que o Chile consiga se reconstruir o quanto antes e que meu próximo post sobre o país seja apenas para falar das delícias da culinária chilena!

Saiba como ajudar

Você quer ajudar as vítimas do terremoto no Chile? O Itaú Unibanco disponibilizou uma conta corrente para arrecadar recursos, e o valor será encaminhado integralmente para a CARE Brasil. Nossos esforços somados possibilitarão estender a ajuda à população em geral e multiplicar os esforços no atendimento às vítimas do terremoto.

As doações podem ser feitas em todo o Brasil pela Internet ou pelos mais de 30 mil caixas eletrônicos do Itaú espalhados pelo país, até o dia 22 de março. Para ajudar nossos vizinhos chilenos confira abaixo os dados da conta:

Itaú
Agência: 0170
Conta: 74337-1
CNPJ CARE Brasil: 04.180.646/0001-59

A CARE Brasil é uma ONG brasileira que integra a CARE Internacional, uma federação formada por 12 países membros (Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Japão, Noruega e Reino Unido), com sede em Genebra e com atuação no combate à  pobreza em mais de 70 países. Desde a sua fundação, a CARE também presta ajuda humanitária em catástrofes naturais e em conflitos.

No Brasil, A CARE atua na promoção do desenvolvimento local investindo na geração de renda, educação, mobilização social. Está presente em 6 estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Piauí e Bahia e privilegia o investimento nas mulheres e jovens.

Para mais informações consulte o site www.care.org.br

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